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À conversa com… Joel Faria


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Português. Um homem do Norte. Designer de formação, divide-se entre o desenho, a reportagem gráfica e a ilustração, paixões que o ligam de forma especial ao mundo que o rodeia.

Um registo genuíno do que vê e do sente faz a obra de Joel Faria.

 

1. Quem é o Joel Faria?

O Joel é um rapaz pacato, mas que não gosta de estar parado, e que se mete sempre em trabalhos, ponto. J

 

2. Quando e como começou o teu percurso nas artes?

Fiz o percurso académico todo na área artística e criativa. Andei sempre pelo Porto e Matosinhos, e mesmo depois da academia mantive o contacto e interesse pelo desenho mais especificamente. Creio que o desenho é das principais bases para todos os processos criativos e de criação, e transversal a várias áreas. Atualmente tento aprofundar e cultivar esse percurso no MIA – Mestrado de Ilustração e Animação no IPCA em Barcelos.

 

3. De onde vem essa paixão pelo desenho?

Desde a faculdade que ganhei o gosto pelo desenho e pelas suas componentes. Tive três anos académicos de desenho intenso, e esse período ficou marcado no meu percurso. Após esses anos, ia desenhando esporadicamente, e numa altura que trabalhava em Braga e fazia Porto/Braga todos os dias de comboio, comecei a desenhar quotidianamente. No entanto, senti a necessidade de desenhar no meio de um grupo e inscrevi-me no Clube de Desenho, um grupo de desenhadores com encontros de desenho semanais, local onde me libertei dos complexos de desenhar na rua e em espaços públicos. Foi nessa altura que comecei a desenhar em concertos de música e eventos, prática que continuo hoje em dia.

 

Joel Faria 2

 

4. Urbana, atual, diferente, genial… há um misto de ingredientes que “saltam” da tua arte. Como é que caracterizarias o teu próprio trabalho?

Eu sou muito autocrítico em relação ao meu trabalho, estou sempre atento ao que posso melhorar, ao que posso fazer melhor. O que faço não é novo, nem sou o primeiro nem vou ser o último. O meu trabalho é fruto da observação, nada mais do que isso.

 

5. O que é que te inspira?

Como disse, eu faço sobretudo desenho de observação, e a perceção do real é a minha referência. Costumo estar atento ao espaço, aos jogos de luz sombra, ao movimento das pessoas, e até os diálogos entre elas às vezes registo. É uma maneira de tornar o registo ainda mais genuíno.

 

6. O sketch é uma forma de viver e registar cada momento de uma forma especial?

Concordo, é a minha maneira de vivenciar o momento. Não é que o torne especial, mas fica o registo para lá da memória, e vou colecionando momentos assim.

 

6.1. É preciso muito tempo e técnica, para além de uma enorme sensibilidade, com certeza. Para ti é fácil?

Tornando-se um hábito, é fácil mante-lo, mas se paro umas semanas noto ao voltar ao desenho. Há sempre processos que se automatizam com a prática, e as paragens evidenciam isso. A técnica vai-se apurando e vou alterando uma ou outra coisa, mas isso é fruto da prática.


Joel Faria 3

 

7. Há algum momento e/ou trabalho no teu percurso artístico que destaques?

Vou fazendo coisas diversas, e todas têm importância, mas posso destacar a minha colaboração com o TEDx O’Porto e com o FC Porto.

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